quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

2009

O reveillon passou e eu até me esqueci de escrever sobre ele. Isso porque não fiz nada de interessante nesse reveillon. Não viajei, não comprei roupa especial, não usei calcinha nova, nem liguei pra amigos desejando feliz ano novo.
E foi o mais triste...

Mais do mesmo

Ninguém pode calar dentro em mim
Essa chama que não vai passar
É mais forte que eu e não quero dela me afastar
Eu não posso explicar quando foi
Nem quando ela veio
Mas só digo o que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio
E se alguém não quiser entender
E falar...pois que fale!
Eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe
E se a alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou...ou vai falar de mim!

[s2 Maysa]

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O sonho...

Sonhei que ele morreu...e cada detalhe não sai da minha há mais de uma semana.

Tava com um "peguete", quando recebo a ligação do nosso melhor amigo em comum. Ele pedia que eu fosse ver o meu ex no hospital. Ele tava bem mal e queria me ver. Exitei por um momento, mas como sempre, acabei indo. O peguete que me levou, e quando me deixou na frente do hospital disse que gostaria que eu saisse de lá com a minha vida resolvida de uma vez por todas. Na hora não entendi, mas ele disse que eu entenderia quando saisse de lá, e que se eu quisesse, que podia ligar pra ele vim me buscar.
Logo na entrada, encontrei nosso melhor amigo em comum, que fumava um cigarro. Dei um abraço nele e perguntei porque que meu ex estava me chamando lá. Ele só respondeu que eu teria que ser muito forte. Fiquei assustada. Pedi para ele me levar logo até a paixão da minha vida. Seguimos hospital a dentro, e em um corredor perguntei se a atual estava lá. Ele disse que não estava. A primeira coisa que pensei foi "por isso que ele me chamou aqui...quando se sente sozinho, me chama!" Antes de dizer qualquer coisa, meu amigo disse "ela foi embora assim que soube que ele fazia questão de falar com você." Engoli seco...
Na recepção do andar onde ele estava, encontrei a família dele. A mulher que mais me odiou essa vida toda, foi a minha ex sogra. O motivo? Amar o filho dela de uma maneira mais pura e intensa que ela, mãe, era incapaz de sentir. Surpreendentemente, ela veio em minha direção. Pegou na minha mão e pediu perdão. Não soube o que responder, não sei se perdoei de verdade, mas respondi que ela não tinha que pedir perdão pra mim, e sim, pro filho dela. Ela começou a chorar muito e eu segui para o quarto.
Entrando lá, vi uma cena que não esperava. Ele estava ligado a vários aparelhos...magro e pálido. Ele parecia durmir, e eu não tive coragem de tocá-lo. Uma sensação muito estranha me invadia o peito e eu ia me virando pra sair do quarto, quando ele disse, sem abrir os olhos "mo? é você né?" E eu respondi que era e que queria saber o porque que ele me chamou lá. Ele disse que precisava se desculpar, e eu, com toda a estupidez e grosseria do mundo respondi "mas será possível? hoje é dia do mundo se desculpar comigo?" Depois de alguns segundos de silêncio, tempo suficiente pra eu me tocar da minha estupidez crônica, perguntei porque ele achava que tinha que se desculpar, ele respondeu "me desculpo por todas as vezes que te xinguei de vagabunda, que dvidei do seu amor por mim, que me aproveitei da sua bondade, por ter te feito sofrer tantas vezes..." E uma lágrima caiu do olho mais lindo que já tive a sorte de ver. Eu só consegui falar "agora é meio tarde pra isso. mas não guardo nenhuma magoa de você. você sempre foi e sempre será muito especial. fico feliz por você ter caido na real e conhecido realmente a sua ex-namorada. feliz mesmo...mas é tarde" Lágrimas escorriam pelo rosto dele, e eu estava morrendo por dentro, mas aprendi com ele a não demonstrar minhas emoções. Morria por dentro, mas não esboçava nenhuma dor. A única coisa que consegui falar foi "não adianta chorar agora...o leite já tá mais do que derramado, e seja do jeito que for, a gente tá aqui, junto..." Ele olhou pra mim e disse "fica aqui comigo...", da mesma maneira que eu costumava dizer pra ele quando estava manhosa e precisando do carinho que ele se negava a me dar. Segurei a mão dele, ele sorriu e fechou os olhos. Ficamos ali por alguns minutos, eu olhando pra minha paixão, e ele descansando. De repente, ele aperta minha mão, um aparelho começa a apitar de uma maneira diferente. Eu chamei por ele, e ele não respondeu. Fiquei desesperada e fui pro corredor gritando. Logo uma enfermeira apareceu e disse que eu teria que esperar fora do quarto. ACORDEI, com a certeza que ele tinha morrido dentro de mim...
Alívio.